Camisa 7 fez o primeiro dos lusitanos contra Uzbequistão
Fonte: CNN Brasil
Cristiano Ronaldo marcou dois gols na vitória de Portugal (Foto: Paul ELLIS / AFP)
Depois de uma estreia apagada diante RD Congo, Cristiano Ronaldo finalmente desencantou na Copa do Mundo de 2026 e entrou para a história dos Mundiais na tarde desta terça-feira (23). Em jogo jogo válido pela segunda rodada do Grupo K, CR7 fez o gol que abriu o placar para Portugal contra Uzbequistão.
Com o feito, o camisa 7 de Portugal se tornou o primeiro jogador na história a marcar em seis edições diferentes de Copa do Mundo. O craque fez ao menos um gol nas edições de 2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026.
Ao todo, Cristiano Ronaldo anotou dez gols em Mundiais. Em 2018, de forma disparada, foi o ano em que o atacante mais cravou no torneio, com quatro tentos marcados e tenta, em 2026, melhorar o feito.
O primeiro gol do camisa 7 na atual edição saiu em grande estilo. Depois de bom cruzamento João Cancelo, Cristiano Ronaldo acertou uma bonita finalização de primeira, sem qualquer chance para o goleiro Nematov. Pouco tempo depois, o atacante anotou o segundo depois de assistência de Bruno Fernandes.
Alerta enviado a celulares trazia apenas a palavra 'misantropia', que significa aversão ou rejeição à humanidade. Secretaria Nacional de Proteção afirmou, em nota, que vai acionar a Polícia Federal.
Imagem reprodução internet
Um alerta sonoro extremo da Defesa Civil foi enviado a celulares de moradores de diversas cidades do Brasil entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada deste sábado (20). As mensagens traziam a palavra "misantropia", ou variações, e não estavam ligadas a nenhuma situação real de risco. Em alguns locais, o alerta mencionava um "ataque alienígena".
A Defesa Civil Nacional informou que a plataforma usada para o envio dos alertas foi retirada do ar à 1h30 deste sábado (20), depois de sofrer uma invasão. Segundo o órgão, o disparo foi feito remotamente por alguém sem autorização e pode ter sido resultado de um ataque hacker (leia a nota na íntegra abaixo).
"A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional acionará a Polícia Federal e tomará as providências para religar o sistema o mais rapidamente possível, quando todas as condições de segurança forem restabelecidas", disse em nota.
O episódio foi relatado por moradores de cidades como:
Curitiba
São Paulo
Rio de Janeiro
Belo Horizonte
Brasília
Salvador
e Campo Grande.
O alerta gerou surpresa e confusão nas redes sociais, já que o termo não tem relação com fenômenos climáticos ou situações de emergência. "Misantropia" significa aversão ou rejeição à humanidade, podendo também se referir a isolamento social, melancolia ou profunda tristeza.
O sistema da Defesa Civil emite sons e mensagens para moradores de regiões sob risco de desastres, como fortes chuvas. Os alertas aparecem em formato pop-up no celular, que se sobrepõem ao conteúdo exibido na tela.
Além do alerta sonoro, moradores do Rio de Janeiro também relataram ter recebido mensagens de texto com conteúdo incomum. Em um dos registros enviados ao g1, a mensagem atribuída à Defesa Civil dizia: “misantropo ADRESS RJ burros dms pprt”. O texto, com erros de escrita e sem contexto, reforçou a suspeita de falha ou uso indevido do sistema.
A equipe de Carlo Ancelotti respondeu às críticas após o empate na estreia contra o Marrocos com uma atuação convincente, ainda que diante de um adversário mais frágil — resultado que levou o Brasil à liderança do Grupo C.
Matheus Cunha, que entrou como titular no lugar do atacante Igor Thiago, marcou o primeiro gol de forma fortuita aos 23 minutos, quando o zagueiro haitiano Hannes Delcroix chutou a bola contra ele e ela acabou entrando.
Mesmo assim, o atacante foi o primeiro a reagir ao rebote da defesa do goleiro Johny Placide após finalização de Vinícius Júnior, lance que obrigou Delcroix a tentar o corte.
O segundo gol de Cunha foi uma bela finalização, após passe em profundidade de Vinícius Júnior, com um chute forte no ângulo, aos 36 minutos do primeiro tempo.
Vinícius Júnior também deixou o dele nos acréscimos da primeira etapa, após passe preciso de Lucas Paquetá, finalizando com calma na saída do goleiro para marcar seu segundo gol no torneio.
A única preocupação para Ancelotti foi a lesão de Raphinha, que deixou o campo ainda no primeiro tempo e foi substituído por Rayan.
No segundo tempo, Alisson Becker fez uma grande defesa após cabeçada de Ricardo Adé, mas o resultado já estava praticamente definido.
Endrick entrou no segundo tempo e chegou a balançar as redes na reta final, mas o gol foi anulado por impedimento.
Crédito,Getty Images
Matheus Cunha foi fundamental na melhora da atuação do Brasil depois do empate por 1 a 1 com o Marrocos. Além dos dois gols, ele se destacou pelos movimentos, que deram mais fluidez ao ataque.
O atacante de 27 anos do Manchester United comemorou seus gols com sua já tradicional celebração de surfe — primeiro simulando subir na prancha e depois “remando” em direção às ondas após o segundo gol.
Sua atuação deu mais equilíbrio e organização ao setor ofensivo de Carlo Ancelotti, dois elementos-chave do surfe.
Havia alguma surpresa com a escolha de Igor Thiago como titular na estreia. Mas Cunha aproveitou a oportunidade para se firmar como o nome mais forte para liderar o ataque neste torneio.
Em sua primeira partida como titular em uma Copa do Mundo, Cunha recuou com frequência para buscar o jogo e, com isso, abriu espaços para Vinícius Júnior e Raphinha pelas pontas, antes da lesão do camisa 11. Além disso, também foi uma ameaça constante e participou bem da construção das jogadas.
Claro, se o Brasil quiser ir longe na Copa, vai enfrentar desafios muito maiores do que a equipe 81ª colocada no ranking mundial — mas sai mais confiante depois dessa atuação.
Com a vitória, o Brasil iguala o Marrocos em pontos e lidera o grupo no saldo de gols, com a Escócia como adversária na última rodada. O Haiti, por sua vez, não tem mais chances de classificação após duas derrotas.
Associação de servidores defendeu apuração ampla e rigorosa de irregularidades envolvendo banco
Imagem divulgação
Funcionários do Banco do Brasil estão preocupados com o impacto do escândalo do Banco Master na instituição.
O banco estatal é uma das instituições que podem ter que repor o rombo de cerca de 50 bilhões de reais no Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Por isso, a Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB) defende uma apuração ampla e rigorosa das suspeitas de irregularidades.
O vice-presidente de Relações Institucionais da associação, Augusto Carvalho, destaca a preocupação com os efeitos que uma eventual recomposição do FGC poderá trazer ao BB. “Pelas informações disponíveis, caberá ao Banco do Brasil uma ‘cota’ de cerca de R$ 8 bilhões para a recomposição do FGC. São recursos que serão apartados do resultado do banco e que poderão faltar para uma negociação justa sobre o custeio da CASSI, que é a preocupação principal de 158 mil funcionários da ativa e aposentados” afirma Carvalho, em referência à organização responsável pelo plano de saúde dos servidores.
São recursos que também poderão rebaixar a PLR paga aos colegas que seguem construindo o grande colosso que é o Banco do Brasil, além de impactar no crédito oferecido à indústria e aos pequenos, médios e grandes produtores do agro”, afirma o vice-presidente. Entretanto, o vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores do Banco do Brasil, Geovanne Tobias, anunciou em fevereiro que o banco vai gastar 5 bilhões de reais e que os recursos virão da Tesouraria, sem afetar o resultado.
Seleção Brasileira saiu atrás na partida que abriu o grupo C do Mundial em Nova York/Nova Jérsei
Imagem Esportea New Mundo
A Seleção Brasileira estreou na Copa do Mundo de 2026 apenas com um empate por 1 a 1 com o Marrocos, neste sábado (13), no estádio de Nova York/Nova Jersey, que recebeu 80.663 torcedores.
Os dois gols da partida saíram no primeiro tempo. E foram os marroquinos que saíram na frente, com o centroavante Saibari. Mas Vini Jr. marcou um golaço e deixou tudo igual.
Igor Thiago perde chance, e Marrocos sai na frente
Apesar do domínio físico e de posse de bola do Marrocos no início da partida, foi a Seleção Brasileira que teve a primeira grande oportunidade.
Aos 13 minutos, Vini Jr. fez boa jogada pelo lado esquerdo, cruzou na área e achou Igor Thiago sozinho. O centroavante, porém, furou a bola, errou a cabeçada, e perdeu a chance de abrir o placar.
O Marrocos, do outro lado, foi implacável. Aos 20 minutos, Lucas Paquetá errou passe no lado esquerdo de ataque, Mazraoui acionou Brahim Díaz, que achou um belo passe em profundidade entre a dupla de zaga brasileira. Na velocidade, Saibari aproveitou a saída de Alisson e, de cavadinha, abriu o placar da partida.
Na individualidade de Vini, Brasil empata
A vantagem marroquina se mostrava justa no contexto do jogo, e a Seleção Brasileira sentiu o gol sofrido. Hakimi, numa arrancada pela direita, chegou a assustar os brasileiros de novo, finalizando cruzado, à direita do gol.
Mas o Brasil, como sempre, tem suas individualidades. E Vini Jr., candidato a protagonista da Copa, provou que está mais preparado para a responsabilidade do que esteve em 2022.
Lukic marcou o único gol da partida em Toronto. Anfitriões pressionaram no segundo tempo, mas não evitaram a derrota na abertura do Grupo B
Lance de Canadá x Bósnia e Herzegovina pela Copa do MundoRichard Callis/Fotoarena/Agência O Globo
Canadá e Bósnia e Herzegovina ficaram no 1 a 1 nesta sexta-feira (12), na abertura da Copa do Mundo 2026 em solo canadense. Lukic marcou para os europeus, enquanto Larin garantiu a igualdade para os anfitriões diante da torcida em Toronto.
Agora, as seleções voltam a entrar em campo na quinta-feira (18), pelo grupo B da Copa do Mundo. A Bósnia e Herzegovina enfrenta a Suíça às 16h (Brasília), em Los Angeles. Já o Canadá encara o Catar às 19h, em Vancouver.
Como foi o jogo?
Os canadenses chegaram empolgados para a partida por sediar uma Copa do Mundo pela primeira vez. Antes de a bola rolar, a cerimônia de abertura contou com apresentações de Michael Bublé e Alanis Morissette. Mas, quando o jogo começou, foi a torcida bósnia quem teve motivos para comemorar nas arquibancadas.
Como destacou o podcast 'Raio-X das Seleções', uma das principais armas da equipe europeia é a bola aérea. E foi justamente dessa forma que saiu o primeiro gol da história das Copas em solo canadense. Após cobrança de escanteio fechada, Kolasinac desviou a bola e Lukic apareceu para cabecear para as redes e abrir o placar.
O Canadá voltou do intervalo pressionando. Logo nos primeiros minutos, Oluwaseyi foi lançado no ataque e acabou se chocando com o goleiro Vasilj. A torcida pediu pênalti, mas a arbitragem apontou impedimento. Na sequência, os canadenses quase chegaram ao empate. Eustáquio acionou Laryea, que bateu para o gol. A bola desviou em Kolasinac e explodiu no travessão.
Vitória sobre a África do Sul por 2 a 0 foi o ponto alto, após o espetáculo musical da banda de rock Maná e da cantora Shakira, marcando o início da 23a Copa do Mundo, no Estádio Azteca
O atacante mexicano Julián Quiñones (16) marcou, ontem (11), o primeiro gol da Copa do Mundo, na vitória do México sobre a África do Sul | Foto: Sashenka Gutiérrez/EFE
A festividade, que durou cerca de apenas 15 minutos, teve êxito ao celebrar a diversidade cultural mexicana, mas pecou pela curta duração e o abuso de playback — reprodução de conteúdo de áudio previamente gravado, sem que os cantores, de fato, cantem.
A cantora Lila Downs abriu o evento enaltecendo a ancestralidade do país, bem como os povos originários. “O futebol une gerações”, falou, antes de uma enorme taça da Copa surgir no centro do gramado.
Grande nome do rock latino, o Maná animou o público ao revisitar o sucesso “Oye mi amor”, ainda que a apresentação tenha soado claramente em playback. A passagem dos roqueiros foi tão breve quanto protocolar. Para torná-la mais memorável, a banda poderia ao menos ter contado com uma participação de Carlos Santana em uma execução de “Corazón espinado”, um de seus maiores clássicos. O uso de playback voltou a ser notado em todas as apresentações que se sucederam, de nomes da música latina como Belinda, Danny Ocean e J. Balvin.
Foi então que surgiu a atração mais aguardada: Shakira, que se juntou a Burna Boy para uma performance de “Dai Dai”. Apesar das coreografias caprichadas e da energia dos artistas, a dupla não conseguiu escapar da fórmula previsível que domina a faixa: uma combinação calculada de pop latino, afrobeats e refrão insistente. A canção cumpre com eficiência a função de hino esportivo, mas carece da personalidade e do impacto que marcaram trabalhos anteriores da cantora.
Basta compará-la a “Waka Waka (This Time for Africa)”, tema da Copa do Mundo de 2010, para perceber as diferenças. Além dessa festa mexicana no primeiro dia da Copa, Estados Unidos e Canadá também terão exibições especiais, hoje, antes dos jogos. A festa no Canadá, no Estádio Toronto Field, começa às 16h (horário de Brasília), no confronto da seleção local contra a Bósnia, pelo Grupo B.
Já em Los Angeles, a terceira cerimônia acontece a partir das 22h (horário de Brasília), no jogo envolvendo Estados Unidos e Paraguai, válido pelo Grupo D. A cantora brasileira Anitta é uma das atrações. A partida será exibida pelo SBT. Já o confronto do Grupo B terá a transmissão da CazéTV.
*Matéria publicada originalmente na edição impressa do dia 12 de junho de 2026.
Com provas de corrida para crianças de 3 a 12 anos, o público aproveitou a manhã para incentivar o esporte
Instagram Correio Braziliense
A Marotinga 2026 transformou a manhã deste domingo (7/6) em um encontro de famílias unidas pelo esporte, com crianças de diferentes idades em uma programação que foi além da competição. Entre os participantes que se reuniram no Pistão Sul, próximo ao Taguatinga Shopping, estava Arthur, de 10 anos, que viveu a experiência de disputar uma corrida ao lado de outras crianças pela primeira vez. Acompanhado da mãe, Adriana Oliveira, 49, o menino chegou ao evento com uma expectativa construída ao longo da última semana.
Corredora amadora há cerca de um ano, Adriana contou que conheceu o universo das corridas após ser convidada para participar de uma prova e se encantar com o ambiente. Desde então, passou a levar o filho para acompanhá-la em alguns eventos.
“O Arthur é muito elétrico e sempre gostou de corrida. Quando eu vi anunciando a Marotinga, pensei que seria uma oportunidade para ele participar pela primeira vez junto com outras crianças”, relatou.
Mãe atípica, Adriana destaca que iniciativas voltadas ao público infantil têm papel fundamental na formação de hábitos saudáveis. Segundo ela, além de incentivar a prática esportiva, eventos como a Marotinga criam espaços de inclusão, socialização e diversão. “A criança fica mais animada porque tem interação, brinquedos e todo um ambiente pensado para elas. Fora o incentivo ao esporte mesmo”, afirmou.
A expectativa para a prova tomou conta da rotina de Arthur desde a inscrição. Adriana contou que o filho registrou o evento em seu quadro de atividades e passou a contar os dias para a largada. “Todo dia que a gente comentava sobre a corrida ele fazia a brincadeira de falar da Marotinga e saía correndo pela casa”, disse. O entusiasmo ficou evidente momentos antes da prova, quando o garoto demonstrava vontade de correr. "Vou bem rapidão”, disse no pique de correr.
A pequena Cecília Batista, de 8 anos, foi campeã na sua bateria. A menina treinou antes da corrida e se divertiu durante o processo. A mãe e a avó de Cecília também correm e incentivam muito a pequena. “Hoje em dia, ela cobra que a gente inscreva ela nas provas de corrida. Um evento como esse é muto importante. O esporte muda a vida das crianças. Sendo incentivada desde pequena, ela vai longe”, ressalta Maria José, avó de Cecília.
Marotinga 2026
A Marotinga 2026 é promovida pelo Correio Braziliense em comemoração ao aniversário de Taguatinga. Realizada neste domingo (7/6), no Pistão Sul, em frente ao Taguatinga Shopping, a prova reúne cerca de mil crianças inscritas em baterias com percursos que variam entre 50 e 700 metros, de acordo com a faixa etária.
O Brasil fez uma partida consistente e venceu a Itália por 3 sets a 2, na tarde de hoje (7), no último compromisso desta primeira semana da Liga das Nações (VNL). As parciais foram de 25/15, 25/22, 22/25 e 24/26 e 15/12.
O triunfo verde e amarelo derrubou uma longa invencibilidade do time de Julio Velasco. A Itália chegou para essa partida com 39 vitórias consecutivas — a última derrota havia sido justamente para o Brasil, na Liga das Nações de 2024.
Virginia Fonseca, que vai cobrir a Copa do Mundo na Globo - Virginia no Instagram
Maior influenciadora do Brasil, com mais de 50 milhões de seguidores, Virginia Fonseca já está nos Estados Unidos para cobrir a Copa do Mundo. Ela terá um quadro semanal no Domingão com Huck, comandado por Luciano Huck, na Globo.
Ela pousou na manhã desse domingo (7) em Miami, na Flórida. "Glória a Deus, chegamos", disse a loira. O atual jatinho dela é um modelo Cessna Citation Sovereign (ano 2005) com capacidade para 10 a 13 passageiros.
O avião está avaliado em torno de US$ 4 milhões (R$ 28 milhões na cotação atual). A aeronave, que conta com adesivos personalizados da família e pintura com as iniciais da influencer, foi adquirida por ela em março de 2025.
O plano não era ter contato com jogadores, mesmo antes de Virginia anunciar o fim do namoro com Vini Jr., atacante do Real Madrid convocado por Carlo Ancelotti para a seleção que defenderá o Brasil no torneio.
No fim de maio, a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) repudiou a contratação de Virginia pela Globo. A entidade diz estar preocupada com a crescente onda de influenciadores digitais em espaços que eram ocupados por profissionais.
Governo terá que responder críticas dos EUA sobre redes sociais e decisões do STF para negociar taxas
Lula está encurralado pelas tarifas de Trump (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT
A possível imposição de novas tarifas norte-americanas contra produtos brasileiros recolocou no centro do debate a responsabilidade política pelo desastre que tem sido a política externa do Brasil com os Estados Unidos.
O governo Lula, apoiado por boa parte da velha imprensa, não abre mão de sustentar a narrativa de que as tarifas decorrem de uma articulação antipatriótica da direita brasileira, especialmente de atores políticos ligados ao bolsonarismo, que teriam buscado apoio externo para constranger o governo brasileiro.
Trata-se de uma narrativa que desloca o foco das críticas feitas pelos americanos para a identidade de quem teria contribuído para levá-las ao conhecimento das autoridades dos Estados Unidos.
É como culpar a testemunha pelo assalto que ela denunciou. Esse argumento pode fazer sentido na máfia, mas, em uma democracia, o denunciante deve ser elogiado e protegido. Talvez essa lógica possa também seduzir o eleitorado de Lula, mas não explica o problema real nem resolve o entrave prático com os EUA.
Por óbvio, governos estrangeiros não impõem medidas comerciais relevantes apenas porque um grupo político lhes pede que o façam. Medidas dessa natureza decorrem de interesses estratégicos, econômicos e institucionais próprios. E o mais importante: quando um governo estrangeiro apresenta justificativas formais para uma medida, é sobre essas justificativas que qualquer negociação futura precisará ocorrer.
Como as tarifas decorrem da aplicação da Seção 301, instrumento juridicamente mais robusto do que os anteriormente utilizados, Lula não poderá simplesmente barganhar sua retirada da mesma forma que fez no passado.
Não bastará a Lula discursar para a claque, para seus eleitores. O governo terá de discutir as razões apresentadas por Washington. Lula terá de lidar com o mérito da questão: os abusos atribuídos a decisões do STF, especialmente aqueles relacionados às redes sociais.
As razões apontadas pelos Estados Unidos se concentram em violações de princípios relacionados à liberdade de expressão, à segurança jurídica e ao tratamento dispensado a empresas americanas que operam plataformas digitais.
O governo pode concordar ou discordar dessa avaliação, considerar que ela seja justa ou injusta, mas não poderá negociar sem reconhecê-la. É por isso que o discurso da soberania, embora eficiente para mobilizar militantes e produzir manchetes favoráveis, é insuficiente como estratégia diplomática.
O desconforto de Lula em encarar o problema de frente, assumindo que as críticas dos EUA se dirigem a decisões judiciais, especialmente oriundas do Supremo Tribunal Federal, decorre do forte alinhamento entre governo e Supremo. Reconhecer as críticas dirigidas ao STF, em alguma medida, é assumir os abusos atribuídos ao próprio Executivo.
Nesse contexto, Lula está encurralado. Se aceitar a premissa negocial apresentada pelos Estados Unidos, terá de admitir que existe uma discussão legítima sobre abusos do STF, o que cria atritos com a Corte. Se rejeitar essa premissa, reduz drasticamente suas chances de obter uma solução para as tarifas.
E, se insistir apenas no discurso da soberania, apontando o dedo para Trump, Rubio e para a oposição brasileira, corre o risco de assistir à ocupação desse espaço político por Flávio Bolsonaro e outros líderes da direita, que passarão a se apresentar como interlocutores alternativos junto ao governo dos Estados Unidos.
Agricultura fica em "alerta" devido aos riscos climáticos
Junho deverá ser mais úmido do que o normal na maioria das regiõesAgência Brasil
O mês de junho começa nesta segunda-feira (1/6) com previsão de frio intenso no Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste, queda significativa das temperaturas no Norte e redução das chuvas no Nordeste.
O cenário para as cinco regiões do Brasil reflete a aproximação do inverno, estação que se inicia oficialmente no dia 21, às 5h25 (horário de Brasília), além da influência do El Niño, fenômeno que volta a acender o alerta para mudanças nos padrões climáticos devido à possibilidade de atingir intensidade entre “forte” e “muito forte” em 2026.
De acordo com Celso Luis de Oliveira Filho, meteorologista da Tempo OK, as características comuns para o mês não devem se repetir neste ano em razão da formação do El Niño no Oceano Pacífico e do aquecimento do Atlântico.
"Normalmente, junho é seco e frio na maior parte do Brasil. É comum chover menos de 20 milímetros em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Tocantins, sul do Maranhão, sudoeste do Piauí e oeste da Bahia" explica Oliveira Filho. "Além disso, as temperaturas mínimas caem para menos de 10°C na Serra da Mantiqueira, entre São Paulo e Minas Gerais, e entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No entanto, esse padrão não será seguido", completa.
O especialista destaca que o sexto mês do ano terá dois momentos diferentes: a primeira quinzena com mais chuva no Sudeste e no Centro-Oeste, além do Paraná, no Sul. Na segunda metade, a condição muda a rota e atinge Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
"Para se ter uma ideia, as simulações indicam somente 25 milímetros para a maior parte de São Paulo, Mato Grosso do Sul e sul de Minas Gerais. Por outro lado, mesmo com a chuva acontecendo em parte do mês, o acumulado será mais elevado, alcançando 150 milímetros do norte do Rio Grande do Sul até o sul e oeste do Paraná", comenta.
Em relação às temperaturas, o cenário observado em maio se repete, com frio acentuado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e também no sul da Amazônia na segunda quinzena.
Sul
Conforme o meteorologista da Tempo OK, junho será distinto na região em relação às chuvas, com maiores volumes no Paraná durante a primeira quinzena e em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, na segunda. Em alguns municípios, o acumulado pode chegar aos 150 milímetros. Após o dia 15, o risco é alto para o declínio acentuado das temperaturas e formação de geadas.
Sudeste
A previsão indica que a precipitação deve superar a média climatológica em São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e também no sul de Minas Gerais nos primeiros dias do mês, enquanto a segunda quinzena promete ser mais seca e fria. A possibilidade de geada também atinge São Paulo.
Centro-Oeste
Assim como observado na região Sudeste, o Centro-Oeste, em razão da proximidade, terá mais chuva nas duas primeiras semanas em Mato Grosso do Sul, sudoeste de Goiás e no oeste de Mato Grosso. Na sequência, o clima também fica seco e frio. Geadas não são descartadas nas cidades do Mato Grosso do Sul perto da divisa com o Paraná.
Norte
Com a proximidade do El Niño, fenômeno que deve ser confirmado em breve pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) enfraquece, reduzindo a chuva em Roraima, Amazonas e Pará. O destaque nas temperaturas fica com Rondônia e Acre, Estados com episódios de frio pela passagem de massas de ar polar no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Já no Amazonas acontece o contrário: calor acima do normal.
Nordeste
O enfraquecimento da ZCIT também reduz os volumes de chuva na área costeira do Nordeste, entre a Bahia e o Maranhão, e mantém o tempo quente. No interior, o clima segue seco, o que já é característico deste período do ano.
O fenômeno El Niño
A NOAA indicou no último relatório, apresentado em 26 de maio, que a probabilidade de consolidação do fenômeno subiu para 82% entre os meses de maio e julho.
E, apesar de próximo, ele não deve começar de forma intensa, explica Celso Filho. A tendência é que a oscilação seja de fraca a moderada em junho, com aumento gradativo ao longo das semanas.
“Os maiores efeitos serão vistos a partir de setembro, com chuva excessiva na região Sul, no sul do Mato Grosso do Sul e no oeste e sul de São Paulo. Por outro lado, o início do período úmido atrasa no Matopiba, no Pará e no Amazonas. O calor muito acima do normal será visto no Pantanal, o que contribui para as queimadas”.
Para a agricultura, o aquecimento acelerado das águas do Oceano Pacífico, condição associada à formação do El Niño, deixa em alerta em produtores rurais dos Estados do Sul, que temem os impactos diretos sobre as culturas de inverno.
Olho na agricultura
Para junho, a previsão do tempo exige atenção em todas as cinco regiões do país diante do padrão climático que começa a se desenhar. Confira:
A chuva acima da média pode prejudicar a colheita de cana-de-açúcar, café e milho no Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e sul de Minas Gerais;
A umidade elevada do solo pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças nas lavouras de trigo do Sul, Sudeste e Centro-Oeste;
A queda acentuada das temperaturas, com risco de geada, pode afetar áreas produtoras de trigo no Paraná e de cana-de-açúcar em São Paulo e Mato Grosso do Sul;
A redução da chuva na Paraíba, Pernambuco e Alagoas pode aumentar o déficit hídrico em áreas produtoras de cana-de-açúcar;
A baixa umidade do solo em Roraima deve dificultar o desenvolvimento de arroz, soja e também de pastagens.